| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Procellariiformes |
| Família: | Procellariidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | F. glacialoides |
O pardelão-prateado é uma ave procellariiforme da família Procellariidae.
Também conhecido como fulmar-prateado.
Seu nome científico significa: de fulmarus = antigo nome nórdico para gaivota; e do (grego) glacialis = referente a ave Procellaria glacialis; e de -oidës = semelhante. ⇒ Gaivota semelhante a Procellaria glacialis. “Fúlmár” nome dado às aves que possuem o hábito de regurgitar um óleo de odor fétido sobre os caçadores que tentam alcançar suas áreas de nidificação nas falésias nórdicas.
Mede 45 a 50 cm, tem envergadura entre 114 a 120 cm e pesa 800g. Manto cinza-claro, cabeça e partes inferiores brancas, asas com uma grande área branca na base das primárias internas; bico alto, adunco e cor de rosa com a ponta negra; pernas e pés azul-pálido. Corpo pesado.
Alimenta-se de crustáceos (krill), peixes e cefalópodes em proporções que variam localmente. O peixe Pleurogramma antarcticum, que vive na superfície, é uma presa chave. Também procura carniça e descartes.
Nidifica no continente antártico até os 55 graus sul. É altamente colonial. Os adultos retornam às suas colônias em outubro, sendo que a postura de um único ovo branco é feita em novembro e dezembro. Os ninhos são construídos em fendas nas rochas. Os ovos eclodem em março e abril após um período de incubação de aproximadamente 50 dias. Os jovens deixam o ninho em torno de 48 a 56 dias.
Vive no continente Antártico, na Península Antártica e nos oceanos circumpolares antárticos e suas ilhas. Através da Corrente de Humboldt, pode chegar até ao Peru e Equador. Pode ser encontrado também em menor número nas costas da África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. A expectativa de vida após atingir a maturidade é de 12,8 anos e a probabilidade de sobrevivência anual é 90 a 95%.
Encontrado no continente Antártico e nos oceanos circumpolares. Surge em mares territoriais brasileiros entre junho e março, desde o Rio Grande do Sul até ao Rio Grande do Norte, apenas como vagante. Após fortes tempestades em alto-mar, são atirados mortos às centenas nas praias pelo mar revolto.
Status de conservação: LC ( IUCN ).